Nesta síndrome, o indivíduo acorda no meio da noite para “assaltar” a geladeira, em geral fazendo refeições exageradas

Acordar no meio da noite para tomar um copo de água ou para trocar de posição na cama é uma situação comum que com certeza todos já vivenciaram. Mas imagine despertar durante a madrugada para fazer uma refeição completa, com direito até a sobremesa?

Pode parecer incomum, mas acordar durante a noite para comer exageradamente faz parte da realidade de muitas pessoas em todo o mundo.

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Síndrome do Comer Noturno

O que é o Transtorno Alimentar Noturno

Também conhecido como Síndrome Alimentar Noturna (SAN), o transtorno alimentar noturno afeta entre 1 a 3% da população mundial e pode ser classificado tanto como distúrbio alimentar como transtorno do sono.

Indivíduos que sofrem do Transtorno Alimentar Noturno apresentam apetite reduzido durante o período diurno e vespertino (das 10h às 19h), compensando a baixa ingestão de alimentos durante a noite.

Pessoas que são diagnosticadas com a doença não podem ser vistas apenas como praticantes de um mau hábito noturno, uma vez que variações nos modulares do sono, responsáveis pela qualidade do sono e a ausência de fome durante o período de descanso, estão presentes.

Sintomas e tratamentos do Transtorno Alimentar Noturno

De maneira geral, o próprio paciente que sofre da doença costuma detectá-la inicialmente, sejam percebendo a falta de alimentos na geladeira ou por fazer as refeições noturnas conscientemente.

Um dos agravantes mais comuns para quem sofre do Transtorno Alimentar Noturno é a obesidade, já que a alta ingestão de calorias durante um período em que o corpo se encontra armazenando energia acaba resultando em um ganho de peso considerável.

Para tratar a doença, é comum que seja realizada a prescrição de medicação controlada ao paciente. O medicamento mais utilizado é a sertralina, por suas altas taxas de sucesso na regulação dos hábitos alimentares noturnos e a diminuição no número de despertares durante a noite.

O acompanhamento psicológico e nutricional é indicado apenas se a medicação não funcionar sozinha, mostrando que as motivações do Transtorno Alimentar Noturno precisam ser analisadas mais a fundo.

Uma das indicações de especialistas para conseguir controlar melhor as crises e possíveis recaídas da síndrome é manter a sua geladeira o mais saudável possível.

Deixe à vista alimentos saudáveis, com poucas calorias, como frutas e lanches rápidos e naturais. Assim, caso o paciente sinta necessidade de alimentar-se durante a noite, comerá apenas alimentos saudáveis, que são mais facilmente digeríveis pelo organismo, não se transformando em reservas de gordura no organismo.

Essa medida também ajuda a prevenir a obesidade e a proporcionar um período de adaptação mais tranquilo para o paciente, que passa a não se sentir tão culpado por ter vivenciado uma recaída do transtorno, já que ingeriu menos alimentos com menor teor calórico e de gordura.

Transtorno Alimentar Noturno e condições psiquiátricas

Segundo pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP, 71% do total de voluntários diagnosticados com o Transtorno Alimentar Noturno também apresentavam algum tipo de condição psiquiátrica.

Doenças relacionadas a tristeza e euforia, como a depressão, e transtornos de humor foram os mais recorrentes. A ansiedade e suas ramificações ficaram logo atrás, com o segundo lugar de maior ocorrência em pacientes com TAN.

Contudo, a relação de causa ainda não pode ser delineada com certeza, já que não é possível dizer se o Transtorno Alimentar Noturno foi um facilitador para o desenvolvimento das condições psiquiátricas ou vice-versa.

Por isso, a realização de um tratamento conjunto é a solução mais utilizada para que pacientes com a síndrome alimentar noturna possam ter uma vida normal. Além de focar na qualidade da alimentação e na utilização de medicamentos que melhorem a qualidade do sono, o acompanhamento psiquiátrico é essencial nestes casos, de forma que o conjunto seja tratado de maneira eficiente, diminuindo a taxa de recaídas.

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