Saiba as melhores maneiras de identificar e tratar uma das doenças que mais matam no mundo

Dados divulgados recentemente por uma pesquisa mundial realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em parceira com mais de 700 pesquisadores mostraram que 640 milhões de pessoas em todo o mundo são consideradas obesas.

Atualmente, um em cada dez homens e uma a cada sete mulheres sofrem de obesidade a nível global. No mundo, existem mais pessoas acima do peso do que abaixo do valor ideal de gordura corporal.

Outro agravante do grande aumento no número de pessoas obesas no mundo é o desenvolvimento da obesidade infantil. Graças às facilidades do fast food e de maus hábitos alimentares, cada vez mais crianças se enquadram na faixa obesa do IMC. Somente no Brasil, são diagnosticados mais de dois milhões de casos por ano.

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Obesidade

Conhecendo a obesidade

Em termos de definição, a doença é caracterizada pelo excesso e acúmulo de gordura no corpo. Considerada uma doença crônica, mais de 641 milhões de indivíduos foram registrados como obesos em 2014.

O excesso de peso passou a ser um problema real apenas a partir do meio da década de 1970, onde já mais de 100 milhões de pessoas sofriam de obesidade. Em quase quarenta anos, o dado quase sextuplicou.

A ferramenta mais utilizada para determinar se um indivíduo é ou não obeso é o cálculo de seu Índice de Massa Corporal (IMC). Padrão de cálculo usado pela OMS, para calcular o seu IMC basta dividir o seu peso pela sua altura ao quadrado.

Os valores resultantes dessa divisão que se encontrem acima de 30 são indicadores de que o indivíduo já sofre de obesidade grau 1 (sobrepeso), podendo ainda progredir para os graus 2 (severa) e 3 (mórbida).

No primeiro estágio da obesidade, sintomas relacionados ao excesso de peso podem ser percebidos, como dificuldade em movimentar-se, cansaço excessivo e hipertensão.

Para a obesidade grau 2, o emagrecimento deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade, existindo a possibilidade de realização da cirurgia bariátrica para auxiliar no tratamento.

A obesidade grau 3, também conhecida como obesidade mórbida, é o estágio mais grave da doença e exige preparação física para a realização da cirurgia bariátrica.

As causas da obesidade

Assim como no caso dos transtornos e distúrbios alimentares, a obesidade não possui uma causa definida e específica. O fator psicológico, em geral, é um dos grandes responsáveis, já que muitas pessoas buscam na comida um consolo para problemas sociais, comportamentais e até mesmo como forma de lidar com traumas.

A genética, maus hábitos alimentares e até mesmo disfunções no sistema endócrino do paciente podem facilitar o acúmulo de gordura. Na maioria das vezes, o indivíduo sofre de uma combinação única e complexa de todos esses fatores.

Estudiosos afirmam que mais da metade da população considerada obesa também sofre do Transtorno do Comer Compulsivo, que é caracterizado pela vontade exagerada e incontrolável de alimentar-se em grandes quantidades.

Outras doenças ligadas à obesidade

Para uma pessoa obesa, existem riscos maiores de desenvolver outras doenças e condições do que para pessoas que se encontram na faixa de peso adequada. Os males cardiovasculares ocupam o topo da lista, graças, também, à alta ocorrência de casos de hipertensão em obesos.

Diabetes tipo 2 e dislipidemia são outras doenças ligadas à obesidade por ela ser um fator de risco, graças ao grande acúmulo de gordura presente no organismo.

Tratamentos para a doença

Cada tratamento deve ser único e personalizado, levando em consideração o grau de obesidade em que a pessoa se encontra, bem como o seu quadro de saúde geral (se possui ou não doenças ligadas à obesidade, etc.).

O emagrecimento é o principal caminho para tratar e erradicar a obesidade. Melhora nos hábitos alimentares e inclusão de exercícios físicos na rotina, tudo isso acompanhado de especialistas, é o tratamento mais comum.

Em casos extremos, a cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução de estômago, é recomendada. O acompanhamento psicológico também é frequente em casos de obesidade, para que a pessoa aprenda a lidar com sua relação com a comida e com possíveis traumas e problemas psicológicos.

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