Diferentemente da bulimia, o comer compulsivo não é seguido de métodos para compensar a grande quantidade de alimento ingerido

O mundo atual pode ser considerado contraditório no que diz respeito à alimentação. Enquanto muitos países ainda têm boa parte de sua população permeando a linha da fome, outros precisam lutar contra a epidemia da obesidade.

A relação do ser humano com a comida pode ser considerada, no mínimo, conturbada. Por estar intimamente ligado ao sentimento de satisfação e recompensa, o ato de alimentar-se acabou se tornando uma válvula de escape para muitas pessoas, o que acabou por ajudar a desenvolver os distúrbios alimentares.

O transtorno do comer compulsivo, ainda que não seja oficialmente considerado um distúrbio alimentar pela Organização Mundial de Saúde, é visto pelos estudiosos como uma patologia que requer atenção e que atinge 1,5% do total da população adulta.

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Comer compulsivo

O que é compulsão alimentar?

Um indivíduo que sofre de compulsão alimentar, quando começa a comer, tem muita dificuldade em parar, conseguindo ingerir até 6 mil calorias por refeição.

Mesmo saciada e estufada pelo alimento já ingerido, a pessoa não para de comer, o que pode causar vômitos, uma vez que a capacidade máxima do estômago já foi preenchida.

Para ser considerado um comedor compulsivo, os episódios de ingestão exagerada de alimentos devem ocorrer ao menos duas vezes por semana. O Transtorno do Comer Compulsivo está estritamente ligado à perda de controle no momento de se alimentar.

Muitos confundem a compulsão alimentar com a bulimia, outro distúrbio caracterizado pela ingestão exagerada de alimentos, mas que, neste caso, é sempre seguida por alguma medida compensatória, como vômitos forçados ou o uso de laxantes, para não absorver as calorias presentes no que foi ingerido.

No caso do Transtorno do Comer Compulsivo, o indivíduo não regurgita ou evacua o que comeu, o que o torna um dos grandes gatilhos da obesidade.

O que causa o Transtorno do Comer Compulsivo?

Comer CompulsivoComo ocorre com a grande maioria dos distúrbios alimentares, a compulsão alimentar não possui uma causa específica. Muitos associam fatores como depressão, ansiedade e síndrome do pânico com a ocorrência do transtorno, mas não se sabe ao certo se eles precedem o início da compulsão ou são desenvolvidos juntamente com ela.

Todos as variáveis são consideradas no momento de diagnosticar a origem da compulsão alimentar: problemas psicológicos, familiares, de personalidade e até disfunções físicas estão entre os responsáveis mais frequentes pelo desenvolvimento do distúrbio.

Identificando a compulsão alimentar

Em boa parte dos casos, o diagnóstico não é tão simples. É comum que os episódios de compulsão alimentar, no começo, não aconteçam com tanta frequência e na presença de outras pessoas.

No caso de indivíduos que sofrem de Síndrome Alimentar Noturna, que consiste em alimentar-se compulsivamente durante a madrugada, é ainda mais dificultoso realizar um diagnóstico preciso.

Porém, existem alguns sintomas comuns que podem ser observados em alguém que sofre do Transtorno do Comer Compulsivo:

  • Ingestão de grandes quantidades de comida.
  • Alimentar-se com muita frequência, mesmo sem fome.
  • Oscilação no peso.
  • Estar sempre realizando dietas.
  • Associar a alimentação a um sentimento de vergonha.
  • Obesidade

A compulsão alimentar não está sempre ligada à obesidade, uma vez que comedores compulsivos podem realizar atividades físicas que queimem as calorias extras ou ter crises menos frequentes de compulsão.

Entretanto, é inevitável que comedores compulsivos experimentem um ganho de peso, em especial se não fazem qualquer exercício físico. Em pessoas obesas, a incidência da compulsão alimentar pode chegar até 50% dos casos.

O tratamento

A principal arma no combate ao Transtorno do Comer Compulsivo é a reeducação alimentar. Em pacientes que sofrem de compulsão alimentar, o que importa nem é o número de calorias ingeridas por dia, mas, sim, educar o organismo em cada refeição para que ele diminua os episódios de ingestão exagerada de alimentos.

O uso da psicoterapia também é recorrente, em especial quando percebe-se que somente uma reorganização da dieta não está funcionando. Em casos mais extremos e difíceis, a prescrição de medicação adequada é utilizada.

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