Sempre nas sombras, o transtorno requer atenção aos sintomas para ser diagnosticado

As estatísticas não mentem: com mais de 2 milhões de casos anualmente diagnosticados de bulimia no Brasil, a doença se torna uma das que mais afetam a população brasileira.

Assim como anorexia, a bulimia é um dos transtornos alimentares mais comuns em todo o mundo. Mas diferentemente da “Ana”, a “Mia”, como é popularmente conhecida, é mais difícil de diagnosticar.

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Bulimia

Fonte da imagem: Divulgação

Conhecendo a bulimia

A oscilação entre a ingestão compulsória e exagerada de comida e vômitos induzidos/uso de laxantes é o que define a bulimia. A pessoa que sofre do distúrbio, em geral, sente vontade de comer alimentos em grandes quantidades, mas depois sente-se culpada e com medo de ganhar peso, o que a leva a induzir o vômito ou a evacuação para não absorver o que comeu.

Como acontece com a grande maioria dos distúrbios alimentares, a bulimia está intimamente ligada à distorção da imagem corporal. O vômito e a evacuação forçados são as ferramentas utilizadas pelo indivíduo bulímico para não engordar e conseguir atingir o padrão estético de magreza amplamente difundido nas grandes mídias.

Causas da bulimia

Ainda não foi acordada a existência de uma causa exata para o surgimento da doença. Pessoas do sexo feminino com idade até 30 anos ainda são as mais afetadas pela doença. O dado é fortemente influenciado pela pressão exercida diariamente sobre as mulheres para que busquem a perfeição estética.

A combinação de diversos fatores é tida como a principal causadora do aparecimento da bulimia. O apagamento midiático de corpos não magros é uma das principais bases sociais que cultivam a bulimia.

Em geral, pessoas afetadas pela bulimia possuem históricos de distúrbios psicológicos, como ansiedade e depressão. Traumas diversos, bem como ambientes (familiar e escolar) hostis também são considerados agravantes para o desenvolvimento da bulimia nervosa.

Identificando os sintomas da bulimia

Um indivíduo bulímico busca conforto na comida, ainda que a rejeite depois, o que torna mais difícil identificar o transtorno, já que não deixa de se alimentar. Muitas pessoas bulímicas sequer aparentam perda de peso excessiva, a depender do grau do transtorno. Por isso, nestes casos, prestar atenção aos sintomas é ainda mais essencial para que se realize o diagnóstico e se inicie o tratamento adequado.

Os principais sintomas da doença são:

  • Obsessão com a imagem corporal, peso e a silhueta.
  • Medo de engordar.
  • Ingestão de grandes quantidades de alimento de uma só vez.
  • Idas muito frequentes ao banheiro (em especial após as refeições).
  • Refluxo (já que os vômitos excessivos podem causar desordem no sistema digestivo).
  • Uso de laxantes, diuréticos e remédios para perder peso.

A frequência de idas ao médico entre pessoas que sofrem de bulimia é muito baixa, uma vez que este distúrbio não afeta o organismo de forma tão aparente como a anorexia.

Em geral, a busca por ajuda médica ocorre quando ambos estão associados ou quando ocorrem complicações de saúde, como: falta de nutrientes, lesões no esôfago (possivelmente causadas por algum objeto utilizado para induzir o vômito), hemorroidas (causadas pela evacuação excessiva), entre outros.

Tratamentos para a bulimia

Assim como a anorexia, a bulimia é um transtorno alimentar totalmente conectado ao psicológico do paciente. Por isso, o tratamento realizado é inteiramente baseado na psicoterapia e suas variações, como aconselhamento, terapia em grupo, etc..

O uso de medicamentos antidepressivos também é comum, em especial se o paciente apresentar quadros de distúrbios psicológicos ou traumas juntamente com os sintomas da bulimia.

Ainda que nem sempre seja possível, a prevenção contra distúrbios alimentares deve ser praticada. A existência de diálogos familiares que deixem claro que não existe a necessidade de se adequar a padrões estéticos, bem como a valorização do estado emocional do paciente são medidas de peso no combate à bulimia.

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